Sempre tive animais e esta é a mais pura das verdades: não me lembro de mim sem bichos por perto. Não me lembro sequer de não haver cães ou gatos em casa. Quando era miúda, como sempre vivi no campo, tive todo o tipo de bichos. Coelhos, porquinhos-da-Índia, grilos, pássaros, até ratos! Era quase um jardim zoológico lá em casa!

Neste momento tenho só o Bart, o meu bulldog francês, que tem oito anos. Tinha também uma shar-pei, a Madonna, que faleceu em Maio do ano passado. Tinha-me sido oferecida pelo Diogo [Valsassina, o namorado] e foi um presente de Natal, aliás, nasceu mesmo no dia 24 de Dezembro. Foi a primeira e única vez que se comprou um cão e hoje em dia, quando olho para trás, acho que não o voltaria a fazer. O Bart, o bulldog francês, chegou até nós porque, ao que parece, fazia muitos disparates, se é que me estão a entender, e como já tinha cinco meses já não o iam conseguir vender. Nós decidimos ficar com ele, e hoje em dia acho mesmo que ele nasceu para mim.

Com os meus cães aprendi que partilhar a vida com um bicho por perto é muito mais divertido. Não há cobranças, não há mentiras, não há maldade, há só um amor incondicional (de ambas as partes) e uma diversão fora de série todos os dias.

Eu adoro animais, sou muito mais feliz com animais por perto e sei perfeitamente que nunca vou deixar de ter bichos. Gosto de todos e, se não for um cão ou um gato, cada vez gosto mais de os ver em liberdade. Não sei porquê, mas tenho vindo a desenvolver este sentimento. Sei que, tal como os gatos e os cães, também as tartarugas, os pássaros, por exemplo, podem ser animais domésticos, mas cada vez mais me faz confusão aceitar isso e sinceramente não sei porquê. É um tema para este ano de 2017.

Honestamente, não tenho um papel tão activo na defesa dos direitos dos animais porque nunca ajudamos tanto como queremos, mas sempre que consigo ou que acho que faz sentido tento envolver-me o mais que posso ou ajudar da melhor maneira. Já estive também envolvida em algumas acções de solidariedade com instituições que acolhem animais.

Não sou a melhor pessoa para dar conselhos a alguém que queira ter um animal porque “querer” ter um animal foi algo que nunca senti. Isto é, eu não me via de todo sem um cão por perto. Foi sempre um dado adquirido, simplesmente a minha vida não faria qualquer sentido. Acho que isto não é um conselho, mas se sentirem esta vontade então a minha sugestão é: sim, está na hora de adoptares um animal!”

Depoimento construído a partir de entrevista por email.

 

Actriz

28 anos

Natural de Torres Vedras, mas vive em Lisboa

Actualmente, participa na novela da SIC Amor Maior e na peça de teatro O Pai, em cena no Teatro Aberto, em Lisboa

Acabou de lançar o livro Mãe, já não tenho sopa!, inspirado no projecto de Instagram com o mesmo nome

 

 

Leia também

Nos últimos sete anos, a Câmara de Gaia não abateu um cão ou um gato

Uma política de sensibilização massiva para a adopção de animais e uma estratégia de ofert…