Basta fazer o teste com esta pequena publicidade de meio minuto. Este macaco parece artificial? Em algum momento é pouco realista? Para mostrar o quão “absurdo” e “cruel” pode ser a utilização de símios em publicidade, a PETA criou um spot publicitário para a televisão americana, associado a uma campanha, onde se vê um macaco sem que efectivamente ele esteja lá. Ao perceberem que os animais sofrem de “privação e abusos no sector do entretenimento”, os cineastas têm-se empenhado na utilização de efeitos digitais para os representar. Com “imagens geradas em computador e mapeamento de desempenho” é possível um realismo impressionante. “A ideia de hoje fazer um filme dos macacos com macacos verdadeiros é absurda”, diz numa entrevista à PETA Andy Serkis, a estrela de Planeta dos Macacos: A GuerraKing Kong, e o próximo Livro da Selva. “Temos amadurecido enquanto indústria e apercebemo-nos de que isso seria intolerável e cruel.” Esta não é a primeira vez que o actor, nomeado para os Globos de Ouro, colabora com a PETA EUA. Antes, já tinha feito uma campanha para apelar à libertação de um chimpanzé chamado Louie, a viver isolado e em cativeiro quase desde que nasceu num zoo particular de beira de estrada no estado americano de Michigan. Neste mais recente trabalho, o actor deixou-se encantar ainda mais por estes animais. “É espantoso como somos tão semelhantes,” diz. “Eles têm emoções, sentem. A sua inteligência fica incrivelmente próxima da nossa.” 98% Human usa a tecnologia para mostrar o sofrimento destes animais no entretenimento — e já foi premiado por isso com o Leão de Ouro, no festival Cannes Lions. Vale a pena espreitar o making of do trabalho. A PETA já conseguiu que a maioria das principais agências de publicidade mundiais subscrevesse o Compromisso Humanitário para com os Grandes Símios da PETA EUA, comprometendo-se a não usar estes animais nos seus projectos.

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