Anna Angenend, a autora destas fotografias, gostava de poder dizer que os meses que se seguiram à adopção de Lucy, em Junho de 2016, foram “só mimos e arco-íris”. Não foram. “Antes, costumava rir-me quando me diziam que ter um cachorro era como ter um recém-nascido”, conta a fotógrafa norte-americana ao P3, por email. Durante a primeira semana, Anna entrou em pânico “cerca de dez vezes”: ou porque encontrou Lucy a comer brownies e receou o efeito do chocolate, ou porque, num dos passeios, a viu a engolir um pássaro morto, inteiro.

Até a sua filha, Mia, que desde que começou a falar pedia para ter um cachorro, perguntou se “não a podiam devolver e arranjar antes um gato”. Disse isto chateada, depois de a cadela ter destruído um dos seus brinquedos. Anna insistiu que adoptar um animal era um “compromisso” e que, assim que o fizeram, Lucy passou a fazer parte da família. “A partir desse momento, nós éramos as suas pessoas e tomaríamos conta dela para sempre”, conta.

Uns meses depois, Mia, de cinco anos, percebeu — tanto que começou a ser difícil “lembrar-se dos dias antes de terem uma cadela”. As duas “aprenderam a compreender-se uma à outra” e tornaram-se “melhores amigas”: quando os pais brincavam às escondidas com a filha, Lucy denunciava-os sempre, ladrando para o sítio onde se tinham escondido. Já quando era Mia a esconder-se, a cadela mantinha-se quieta e sem ladrar. Ela “é amável, protectora, leal e hilariante, tal como se pode ver nestes momentos da nossa vida com a Lucy”, acrescenta. “Vão tornar cada dia mais cheio de amor, aventuras, desarrumações e alegria”, promete.

Com esta série, a fotógrafa espera “que as pessoas considerem adoptar quando virem a fantástica adição que Lucy é para a família”. “Há tantos cães à espera de encontrar uma casa para sempre. Quando os adoptamos pode parecer que os estamos a ajudar — e estamos —, mas são principalmente eles que nos ajudam a nós”, conclui.

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