A União Zoófila está a pedir donativos urgentes depois de a enfermaria do gatil da associação, em Lisboa, ter sido assaltada e vandalizada durante a madrugada de sexta-feira para sábado, 25 de Novembro, conta ao Pet Isabel Ramos, secretária da direcção da associação.

“Estamos a precisar de patê gourmet, que usamos para disfarçar a medicação administrada aos gatos doentes, bem como outros patês (ID e KD) para gatos com problemas renais e intestinais, que só se compram em veterinários”, diz Isabel Ramos. A associação precisa ainda de desparasitantes internos e externos, medicamentos (como o Actidox e o Fortekor 2,5mg para cardíacos), vacinas, garrafas de soro, uma bomba infusora e vaporizadores. A União Zoófila aceita ainda donativos em dinheiro (e emite recibos), que podem ser feitos através de transferência bancária ou Paypal, através do botão “Fazer Donativo” que surge no topo da página de Facebook da associação.

“Felizmente, não magoaram qualquer gato. Mas deixaram-nos sem capacidade para tratar deles”, lê-se no Facebook da União. Na publicação de denúncia, que se tornou viral durante o fim-de-semana, com mais de 11.000 partilhas, vêem-se ainda as fotografias “do cenário que os voluntários encontraram quando chegaram à associação, de manhã”. Tanto a enfermaria como o gabinete dos veterinários tinham sido vandalizados durante a noite e “muito do material que não foi roubado tinha sido danificado e espalhado pelo chão”, descreve a secretária da direcção.

 

GATIL DA UNIÃO ZOÓFILA VANDALIZADO DURANTE A NOITEHoje, durante a noite, a Enfermaria do Gatil da União Zoófila foi…

Posted by União Zoófila on Saturday, November 25, 2017

 

Sem o material, “não temos maneira de continuar a cuidar dos gatos”, diz, relembrando que a associação sem fins lucrativos está “já em dívidas para com várias clínicas veterinárias e não recebe apoios da câmara”. Os responsáveis da associação no Bairro das Furnas, Lisboa, fizeram queixa na PSP, diz Isabel Ramos, mas até esta segunda-feira, 27 de Novembro, ainda não receberam mais informações. “No meio disto tudo, o mais importante para nós é que não tenham magoado nenhum dos gatos ou cães que andam soltos pelo gatil. Quando chegámos estavam todos calmos e em segurança e isso continua a ser o mais importante para nós”, conclui.

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