Há cerca de três meses, Rita Assunção quase atropelou uma cadela quando regressava a casa e não hesitou em dar-lhe os cuidados necessários. “Era uma cadelinha muito pequenina com cerca de dois meses, estava muito magra, coberta de pulgas e não tinha praticamente pêlo nenhum. Não tive coragem de a deixar ali”, conta ao Pet numa entrevista por Skype. O primeiro pensamento da veterinária portuguesa foi tratar o animal e tentar arranjar-lhe uma nova casa, mas depressa se afeiçoou à cadela e acabou por adoptá-la.

Cuidar de animais indefesos e vítimas de negligência por parte dos donos é o dia-a-dia da jovem de 28 anos que está, desde Janeiro, a viver em Savusavu, nas ilhas Fiji. “Aqui as pessoas não têm noção das necessidades dos animais, nem sabem tratar deles. É muito comum ver cães que não são alimentados, andam livremente na rua mesmo quando têm donos, não têm coleiras nem identificação, e acabam por ser atropelados”, explica.

Natural de Lisboa, Rita estava à procura de emprego após concluir o curso e encontrou a oportunidade de se tornar numa das poucas veterinárias da Animals Fiji, uma organização que depende de donativos para conseguir prestar os cuidados básicos de saúde a todos os animais no país. Perto de terminar a experiência de voluntariado, quer regressar a Portugal na companhia de Fifa, mas percebeu que precisa de ajuda.

Por isso, decidiu criar uma campanha para angariar os dois mil euros necessários para cobrir o preço da viagem da sua cadela. “Quando adoptei a Fifa sabia que ia ser muito difícil levá-la comigo para Portugal devido aos custos muito superiores aos voos das pessoas. O preço do voo dela é o dobro do meu e, como o meu salário permite-me apenas cobrir os custos de vida, lembrei-me de criar uma campanha de crowdfunding”, conta.

De acordo com Rita, a campanha Help Fifa get her happy ending, iniciada a 3 de Novembro, já angariou quase 1.200 euros e continua activa na plataforma GoFundMe até ao fim do mês de Janeiro. A veterinária já tem viagem de regresso agendada para Fevereiro e espera marcar o voo de Fifa numa data próxima. “Mesmo que não consiga angariar os fundos necessários a tempo do meu regresso, ela aqui não fica”, garante.

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