Gregory Berns treina cães para entrarem num scanner de ressonância magnética e ficarem quietos durante o exame. O objectivo? Tentar “perceber exactamente em que é que eles estão a pensar”. O neurocientista na Universidade de Emory, Atlanta, nos Estados Unidos da América, viveu toda a vida com cães e, desde que um deles morreu, há uma pergunta que não lhe sai da cabeça. “Aquele cão gostava de mim da mesma maneira que eu dele?”

Callie foi a primeira a ser treinada no simulador em cartão que imita o scanner – e que, devido aos espaços apertados e ao barulho constante e alto, não é o sítio mais agradável para se estar deitado. Quando conseguiram que a cadela terrier não estranhasse a máquina, começaram a procurar mais voluntários para participar no estudo que quer confirmar “o que as pessoas já sabem no seu coração”.

“E eu, em muitas coisas, vejo os cães como embaixadores do mundo animal. Eles não são assim tão diferentes dos outros mamíferos”, diz o investigador, num vídeo do Great Big Story. “E por isso é que eu suspeito que muito do que encontramos nos cães se mantém verdadeiro para qualquer outro mamífero.”

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