Um estudo da Universidade de Duke (na Carolina do Norte, Estados Unidos) concluiu que entre 2004 e 2014 foram mortos (ilegalmente) mais de 25 mil elefantes no Parque Nacional de Minkébé, no Gabão. Tudo com vista a extrair o marfim destes animais. Agora, segundo o iAfrikan, o Governo deste país pretende reagir à caça furtiva através de um projecto de combate ao crime na vida selvagem e ao tráfico de marfim no Gabão — ou simplesmente “Projecto Elefante”. Como? Através da colocação de colares com localização GPS.

Para além de permitir que os cientistas conheçam melhor o comportamento destes animais, o dispositivo incentiva a um combate mais eficaz da caça furtiva — isto de uma forma muito simples. Se o GPS indicar que muitos elefantes estão dentro do mesmo charco, tal significa que não é necessário ter equipas anti-caça no terreno. Por outro lado, caso existam espécimes isolados, tal deverá ser motivo de preocupação.

A verdade é que o programa ganhou forma depois de várias conversações entre França e o Gabão, no âmbito de mais um dos Planos de Dívida de Conservação Ambiental. Já em Janeiro de 2018 foram colocados 18 colares no mesmo número de elefantes — oito no Parque Nacional de Ivindo e 10 no Parque Nacional de Mwagna, ambos no Gabão. A ideia, contudo, parece ter sido inspirada num programa idêntico colocado em prática na Reserva Nacional Maasai Mara, no Quénia.

Ainda assim, está aberto um projecto de angariação de fundos para estas coleiras — por um preço de 120 dólares (cerca de 95 euros) cada. A ser feito através do World Wide Fund for Nature (WWF) e do Zoológico Nacional e Instituto de Conservação Biológica do Smithsonian, a doação permite que se tenha a localização exacta dos elefantes através de um simples clique no smartphone.

 

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