Estão logo à porta de casa e só não os vê quem não quer. Aves, borboletas, libélulas, libelinhas, moscas, anfíbios, répteis. Fernando Ferreira sempre lhes prestou atenção, faltava-lhe era a câmara fotográfica para depois os poder mostrar. Há três anos, quando completou quatro décadas, surgiu “finalmente a possibilidade de comprar uma máquina fotográfica digital”. E aproveitou-a. Agora, leva-a nos passeios que faz pelas freguesias de Malta e Canidelo, em Vila do Conde, onde vive, e fixa-a num “tripé com mais de 20 anos e cheio de fita-cola”, conta, ao P3.

Fotógrafo amador e autodidacta, dono orgulhoso de um “equipamento muito básico”, Fernando Ferreira quer “registar a fauna e flora do concelho de Vila do Conde, inclusive de toda a Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e da Reserva Ornitológica de Mindelo”. Basta uma visita à reserva mais antiga do país para notar “um certo desinteresse por parte das entidades responsáveis [na sua manutenção]”, defende. Também por isso é que Fernando, depois de fotografar, procura descobrir o nome da espécie com quem se cruzou. O objectivo: formar um arquivo educativo que funcione como grito de “alerta para dar a conhecer todo o tesouro natural que temos e que devemos preservar”.

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