Está tudo a postos: há um exército de pedaços de “silicone, metal e borracha” prontos a protagonizarem o novo filme de Wes Anderson. Só falta ganharem vida. É aí que entram os animadores que construíram, imagem a imagem, em stop motion, o Isles of Dogs. Moldar os bonecos inanimados significa criar a personalidade, maneira de andar e características de cada uma das personagens. Expressão a expressão, gesto a gesto, passo a passo – neste caso, a quatro patas. Para isso, registaram as várias acções de cães verdadeiros, usados como base para a animação. É esse processo, mais meticuloso do que se pode imaginar, que este vídeo da Fox Searchlight mostra. “Sinto-me como se estivesse a esculpir uma performance”, diz, a certa altura, um dos animadores.

O filme estreia-se esta sexta-feira, 23 de Março, nos Estados Unidos, depois de ter aberto o Berlinale, Festival Internacional de Cinema de Berlim. Isles of Dogs passa-se num futuro próximo e conta a história de Atari Kobayashi, um menino que tenta resgatar o seu cão depois do presidente da câmara ter enviado todos os cães da cidade de Megasaki para uma “ilha de lixo”, de modo a proteger a população de uma “gripe canina”. Este é o segundo filme de animação do realizador norte-americano e ainda não tem data prevista de estreia em Portugal.

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