Há os que querem ver o seu animal favorito transformado num quadro do século XVIII e quem queira descobrir como seria se tivesse nascido com patas, asas ou barbatanas no lugar das pernas e dos braços. Nos quadros de Catarina Rosa, autora do projecto Tail to Tail, é difícil perceber quem é quem. Ora porque os animais se parecem demasiado com pessoas, ora porque ao pintar pessoas se preocupa demasiado em  encontrar as suas maiores semelhanças físicas (e não só) com animais. Pelo caminho, surpreende-se com o que aprende sobre o mundo animal e todas as personagens que cria têm um nome e uma personalidade: avestruzes, patos, cães de todas as raças, gatos de olhos gigantes vidrados, peixes, porcos, leões e até um famoso bacalhau. Sendo que toda a gente quer ser um leão, que já de si é “vaidoso” e a pintora de Lisboa acha bem mais piada a uma porca aristocrata numa moldura vitoriana. “Merece mais”, conta a pintora, à FUGAS — onde podes ler o perfil completo — “quanto maior for o contraste, mais engraçado acho”. E, para isto, os clientes que se aventuram a ser modelos humanos dos “retratos surrealistas” têm de ter uma boa dose “de sentido-de-humor”. É que, às vezes, um tigre pode, na verdade, ter as características de uma galinha (e não tem mal nenhum).

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