A ideia de cão-guia está mais do que popularizada entre nós. Os patudos tornaram-se importantes aliados de pessoas cegas, com autismo, de crianças  com dificuldade de concentração. São até um incentivo para a leitura. Mas e se fosse ao contrário? O que faríamos nós por um animal necessitado de alguma ajuda especial?

A marca de ração Pedigree criou uma plataforma para ajudar a formar humanos-guia: porque quando os cães perdem a visão também precisam de ajuda. Chama-se Human Guides e quer sensibilizar para os cuidados exigidos por um cão cego. 

“O cão é amor puro e concentrado”, explica um homem cego num vídeo de promoção  da plataforma, para logo de seguida explicar como Faith, uma cadela, mudou a vida dele. “As pessoas praticamente ignoravam-me. Hoje, com ela, não.” Em contraste, surgem de seguida as história viradas do avesso: Clarice, uma cadela de pequeno porte, “não se conforma” por ter ficado cega, conta o seu dono. Tal como Dolly e Sofia. Mas a verdade é que “o cão cego é muito fácil de lidar e de tratar, não tem limitações”.

A plataforma Human Guides disponibiliza, em formato vídeo, aulas do médico veterinário especialista em cegueira canina Pedro Mancini Guedes. O objectivo é educar os cuidadores sobre as características destes animais: que alimentação devem ter, como podemos promover a segurança, de que forma se pode brincar com eles e ajudá-los a melhorar a memória. Há ainda 12 aulas gratuitas, disponíveis em formato e-book. Já há centenas de escolas a formar cães-guia. Vamos agora fazer o contrário? 

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