O Goji é um jack russell querido, extrovertido, que gosta de muito passear e de comer snacks depois de lambuzar as refeições. Fica doido de contente quando percebe que vamos à rua e não pára um segundo de correr ou andar depressa com aquelas patinhas pequeninas. Não liga nenhuma quando tento tirar fotografias. É mais de correr e brincar. Mas também gosta de estar na mantinha sossegado a receber mimos.

Recebi-o de surpresa, um presente. Na altura fiquei tão surpreendida e tão contente que nem sabia bem como reagir!

Já tinha tido uma gatinha na minha infância. Na altura percebi logo que os animais nasceram para nos dar todo o seu amor. Um amor incondicional. Acho que sou uma pessoa de cães e gatos. Tive muito boas experiências tanto com a minha gata e agora com o Goji, são mesmo boas companhias em qualquer momento.

Não levo o Goji a restaurantes, mas não me oponho a quem o faça. Naturalmente, se se portarem bem e estiverem bem tratados e de banho tomado, não me parece que haja qualquer tipo de constrangimento. Até pode ser engraçado! Mas não é uma lei com a qual mais concorde. Os cães têm tanto espaço livre para passear, para estar e para brincar com os donos que não me parece fazer muito sentido enfiá-los num espaço fechado em que devem estar obrigatoriamente sossegados para não incomodar.

Recentemente, Portugal tem vindo a progredir no que se trata a direito dos animais. Apesar de ser um país em que existe bastante abandono e o abatimento de animais seja prática comum, acho que se começa a considerar os direitos dos animais tão legítimos quanto os direitos humanos.

Ainda faltam medidas para adopção responsável e atenção aos cuidados dos animais. Existem muitas pessoas que não entendem a responsabilidade de cuidar de um animal e não têm noção de que vão estar ao nosso lado durante toda a vida.

Aprendi que eles são nossos companheiros para a vida e que se moldam aos donos desde o primeiro dia em que começamos a cuidar deles. Ter um animal não é fácil, exige muita responsabilidade e eles precisam muito de nós. É preciso ter tempo e saber organizarmo-nos para conseguir estar e brincar com eles. Mas, no fundo, é só uma questão de gostar de estar com eles, tempo arranja-se sempre.

Depoimento construído a partir de entrevista por email. 

Sara Matos

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