Não fazem parte dos (estranhos) casos de animais de companhia que se parecem exactamente com os tutores. As 25 parelhas fotografadas por Gerrard Gethings foram encenadas. O fotógrafo inglês escolheu os cães e depois partiu ao encontro da outra metade humana. O plano: fotografar os cães e depois pedir aos humanos que os imitassem. “É mais fácil coagir uma pessoa a imitar alguma coisa”, brinca, numa entrevista à revista Times. Encontrou os duplos de forma aleatória, na rua, no autocarro ou no Instagram, num processo de recrutamento muito natural. “Tive de encontrar uma forma educada de dizer: desculpe, parece-se mesmo com um poodle. Será que lhe posso tirar uma fotografia?”, conta. Depois de ser elogiada – “é para um projecto e você tem um cabelo maravilhoso/dentes interessantes/um nariz magnífico” –, a pessoa acedia ao pedido.

Para dar início à série de fotografias, quase uma espécie de “Quem é Quem?”, Gethings publicou no Instagram a fotografia que tirou a um galgo afegão e, na descrição perguntou: “Pareces-te com este cão?”. Recebeu “muitas respostas”, algumas delas de pessoas nada parecidas. Até que Henry, “um homem russo com cabelo magnífico e um visual aristocrata lhe respondeu: “Há alguma coisa que possas fazer comigo?”

Os 50 retratos humanos e caninos foram transformados num jogo de memória, em que o objectivo é lembrar-se das parecenças e emparelhar as duplas. “Do You Look Like  Your Dog” é lançado esta segunda-feira, 10 de Setembro, pela Laurence King Publishing. “Às vezes reconheces alguma característica atraente no teu animal de companhia – mas frequentemente estás a apontar um dedo a ti mesmo”, acredita o fotógrafo que já foi destacado no P3 em 2016, quando desenvolveu uma série onde fotografava “a beleza dos animais comuns”.

 

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